terça-feira, 16 de dezembro de 2014

16 de Dezembro

O Profeta

Jesus Cristo [segundo um relato não isento de controvérsia] viajou para o Oriente. Outra narração [ainda mais distante da unanimidade] afirma que o profeta hebreu passou por Amhitar.

A primeira história descreve jornadas de aprendizagem iniciática [condizentes com um filho de Deus] em Benares e outras províncias indianas. A segunda [compreensivelmente popular no país amhitariano] afirma que ele bebeu sua sabedoria [antes de uma pouco relevante temporada no Ganges] pelas margens do lago Sarygamysh, sob as muralhas de Shamaakhaent e nas areias dos 99 desertos do platô de Qyzylorda – locais típicos de Amhitar.

As histórias do povo [elas inevitavelmente existem] se dividem em dois grupos. As primeiras falam de um louro de olhos azuis de cabelo longo, falando com voz empostada de histórias de carneiros e sementes de plantas de meio-deserto.

As segundas [muito menores em número] dizem que o que ficou na memória dos amhitarianos da época foi um adolescente [chato como todo adolescente] perguntão e que gostava de derrubar os chapéus das pessoas. E que [também como adolescente] fechava-se em copas e de seu murmurar de vez em quando saía a palavra Pai.

O 37º Boletim da Academia Soviético-Proletária dedicou duas páginas a tal controvérsia hoje em 1941. Afirmou que a segunda versão era indubitavelmente mais simpática, por menos convencional. Apesar disso, ambas são possivelmente falsas [e o possivelmente foi grande afirmação, em se tratando de uma Academia ateia].

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