segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

15 de Dezembro

Os lagos existentes talvez

Escavações [contestadas pelo geógrafo soviético Serguei Mikhailovitch Kovinev] concluíram que os 200 lagos de Amhitar secaram. Tal achado [não isento de melancolia] constou da terceira parte da Introdução do Segundo Relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas [publicado (com supreendentemente pouca fanfarra) em 1996] como exemplo de o que aguardaria a Humanidade, caso continuassem as temidas concentrações de carbono na atmosfera.

Mãos anônimas [dizem não sem certa dramaticidade em Amhitar] retiraram o trecho referente às lagoas do país e tal fato [atribuído alternadamente aos ciúmes dos vizinhos Kazaks e às tramoias das empresas petrolíferas] encontra explicação [talvez] na própria história dos corpos d´água. A existência de bolsões de lama sob o platô desértico de Qyzylorda aponta [é claro] para sua existência. As narrativas do suposto desastre [no entanto] [datadas entre os séculos XIII a XV dos hereges] afirmam que tais lagos [ou parte deles] eram compostos de ambrosia vertida para deleite dos deuses [uma história suspeita devido às suas óbvias semelhanças gregas] e de leite dos seios de uma belíssima princesa, como presente de amor a um bravo guerreiro do Céu.

Tais poemas [obviamente] lançaram suspeitas ao prático pesquisador materialista e à vetusta comissão de climatologistas em Genebra, o que justifica [não para os mais patriotas] a retirada do suspeitado acontecimento de tal relatório.

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