domingo, 7 de dezembro de 2014

07 de Dezembro

O nosso Gandhi

O Gandhi de Amhitar não tem [obviamente] a mesma fama do original. [Aliás para os nacionalistas Jumanova Bekzod é que é o verdadeiro, sendo o outro o Jumanova da Índia. A cronologia não deixa de lhes dar razão, pois a cópia nasceu em 1869, quando o original amhitariano já contava vinte e sete anos de vida].

Sua carência de filmes biográficos de Hollywood não se deve a uma suposta falta de mérito. Jumanova tornou-se falado por convencer o governo de ocupação russo a deixar de amassar os camponeses do país como se fossem minhocas fossem e a conceder o Estatuto de Autonomia do Território de Amhitar, assinado com os dentes rilhando [dizem] pelo Czar Nicolau II hoje em 1897, e que outorgou certo autogoverno ao país. Os métodos para tal vitória foram os mesmos de todo combatente não-violento: meditação, concentração e capacidade de levar cacetadas sem se engolfar pelo ódio que vem junto com elas.

A grande diferença do célebre Jumanova para uns certos Gandhi e Martin Luther King é que, enquanto estes senhores nos deixaram palavras de sobriedade, o lutador amhitariano legou aos pósteros apenas a frase Kalibash-al-Junihkol, pronunciada quando lhe perguntaram por que era tão corajoso e lutava tanto pela paz.  Tal frase [vertida em certo subdialeto Khazyr] foi traduzida

Todos os homens têm sua maneira particular de ser estúpidos; esta é a minha.

Por ver com tanta facécia a sua nobre missão, Jumanova é menos lembrado do que merecia.

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