sábado, 6 de dezembro de 2014

06 de Dezembro

O Dia do Nada

O Marhabogh-ol-Khemizoor [que do sétimo dialeto Bakhmar é tradicionalmente entendido como Dia Universal do Nada] causou a maior discussão da Academia Soviético-Proletária da Ásia Central hoje em 1942. De resto sem grandes motivos. Os sétimos sectários Bakhmar [cuja existência também é longe de ser aceita com unanimidade] adoravam muitos deuses [ou nenhum, discutem eternamente as academias]. Em verdadeiro pesadelo para os arqueólogos, as suas dezessete cidades em volta do lago Sarygamysh às vezes [por camadas e camadas de argila datada por carbono 14] ostentam tantos deuses que parece que nem os Museus de Shmarkaant, Dacca e Moscou juntos não poderiam conter os pedaços de estatuetas. Tal período é seguido por outro em que se diria que o povo se converteu subitamente ao ateísmo – até uma nova fase de intensa produção sobrenatural.

No congresso da Academia hipóteses se empilharam, a maior parte [compreensivelmente] de corte marxista-leninista. A briga começou quando um grupo avançou que o Dia do Nada não era a jornada depressiva que todos pensavam. Essa data [a maior do calendário Bakhmar] lembrava ao povo que não acreditar em Nada ou em Tudo não faz diferença, o importante era viver – e era um dia em que pululavam danças e piadas além de alguma shiibatz [a cerveja marrom amhitariana].

A imagem de um povo folgazão celebrando ao mesmo tempo a validade e a não validade da crença não é popular em nenhum dos lados, e são poucos os que lembram a data.

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